O aparelho fixo funciona sem as bandas (anéis)?

Quando o ortodontista cola os brackets mas não coloca as bandas nos molares, o aparelho fixo já começa a funcionar? Ou só após a cimentação das bandas é que o tratamento começa efetivamente?

Esta é uma dúvida muito comum aqui no blog e vamos tentar respondê-la de uma vez por todas.

Em primeiro lugar, para quem não compreende ainda os termos “banda”, “anel” e “tubo” eu recomendo a leitura deste outro post: Bandas (ou anéis), usar ou não?

aparelho-fixo-banda-e-tubo-ortodontico

banda e tubo ortodontico

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Expansão Rápida de Maxila – Infográfico

Expansão rápida de maxila ou disjunção palatina é um recurso muito utilizado em ortodontia para aumentar a largura da maxila que é o osso que serve como base para a arcada superior.

Para realizar a expansão rápida de maxila o ortodontista usa o disjuntor palatino, um aparelho que é fixado aos dentes e fica junto ao palato.

O aparelho é dividido no centro e estas duas metades se separam na medida em que o parafuso central é ativado.

Como resultado há a aplicação de força de forma rápida na estrutura da maxila que leva à ruptura da sutura palatina (a linha de união entre as duas metades do osso maxilar que podemos até sentir com a língua).

Com a ruptura da sutura as duas metades se separam e a arcada se expande. O sinal de que a expansão rápida de maxila funcionou é o aparecimento da separação entre os incisivos centrais superiores, o diastema central.

Depois de consolidar a disjunção o aparelho fixo pode ser colado.

Neste infográfico vamos mostrar através de textos e imagens como funciona o disjuntor palatino desde a montagem até o término da expansão rápida de maxila. Nestas imagens usamos o disjuntor Hirax, mas os princípios são os mesmos adotados em outros aparelhos como o Haas e o Mc Namara.

Você vai entender todos os passos do processo, desde como são confeccionadas as bandas ortodônticas até a cimentação do disjuntor.

Também vai ver como se forma o diastema central, aquele espaço que surge entre os incisivos superiores quando a expansão rápida de maxila funciona mesmo.

Veja neste outro post como resolver o problema estético causado pela abertura do diastema durante a disjunção.

Disjunção palatina - expansão rápida de maxila - infográfico

Disjunção palatina – expansão rápida de maxila – infográfico

Você encontra mais artigos relacionados à expansão rápida de maxila aqui no Blog do ortodontista.net, assim como depoimentos de quam já passou por este procedimento nos inúmeros comentários de cada post.

Por isso, vale a pena dar uma olhada com calma em todos os posts sobre este assunto.

Abraços,

 

Dr. Andre Moreira

O perigo das bandas mal-adaptadas

Se você usa aparelho, é provável que tenha bandas (anéis metálicos) nos molares.

As bandas são usadas para evitar descolamentos repetidos dos tubos dos molares e funcionam muito bem quando estão bem adaptadas à anatomia do dente.

Mas se não houver esta adaptação em que a banda fica bem justa no dente, você pode ter problemas durante o tratamento.

Como isso pode acontecer?

O problema está na cimentação da banda.

Quando há uma adaptação perfeita, a quantidade de cimento que fica entre o dente e a banda é mínima formando uma linha de cimento finíssima.

Isso protege o cimento do contato direto com a saliva.

Mas se houver um espaço grande entre o dente e a banda devido à uma má adaptação desta, será necessária uma grande quantidade de cimento para compensar esta diferença.

A linha de cimento, ou seja, a parte do cimento que vai ficar em contato com a saliva, fica muito grossa e começa a sofrer ação das enzimas salivares se dissolvendo lentamente.

Assim se cria um espaço sem cimento entre o dente e a banda. Neste momento você pode sentir que a banda não está completamente presa ao dente e apresenta certa mobilidade (normalmente subindo e descendo).

Durante a mastigação, este espaço é preenchido por resíduos alimentares que dificilmente serão removidos com a escovação dos dentes e do aparelho.

E então pode haver gosto desagradável na boca, mau hálito, sangramento gengival no local, inflamação da gengiva em torno da banda, penetração da banda no sulco gengival e até mesmo problemas mais graves como abcessos periodontais e cáries extensas.

Por isso você deve sempre estar atento às bandas do seu aparelho e em caso de mobilidade ou qualquer alteração nos tecidos adjacentes, converse com o seu ortodontista para evitar complicações desnecessárias.

Lembre-se que a prevenção garante um tratamento mais tranquilo.

Para entender um pouco mais sobre o assunto veja o artigo sobre o funcionamento do aparelho sem bandas ortodônticas.

Bandas (ou anéis), usar ou não?

Esta é uma pergunta frequente tanto no blog quanto nos e-mails que recebo diariamente:

Deve-se usar bandas (aqueles anéis metálicos) nos molares sempre?

Em primeiro lugar devemos esclarecer que com ou sem bandas, os molares precisam ser incluídos no aparelho e a peça usada nestes dentes é o Tubo.

O tubo pode ser preso ao dente por colagem direta ou soldado em uma banda que depois será cimentada no dente.

A colagem é mais simples e rápida além de favorecer a higienização.

Por outro lado, há uma maior chance de descolamento do tubo durante a mastigação.

Como as técnicas de colagem e os materiais evoluíram muito, vários ortodontistas optam por colar os tubos diretamente hoje em dia.

Acima, a imagem de um tubo para colagem mostrando a face interna que recebe a resina usada para fixar o acessório ao dente.

Este outro artigo sobre o uso das bandas ortodônticas vai ajudar você a compreender melhor o assunto.

Uma banda confeccionada dentro dos padrões confere maior resistência ao tubo sendo muito difícil a peça se soltar. Mas se não estiver bem adaptada e cimentada pode permitir a entrada de resíduos alimentares entre a banda e o dente produzindo um odor desagradável e até mesmo cáries extensas.

Bandas que apresentam mobilidade provavelmente estão soltas, ou seja, o cimento que existia entre o metal e o dente se dissolveu e os resíduos estão entrando neste espaço. Esta situação deve ser resolvida o quanto antes.

Veja neste post mais informações sobre o perigo das bandas mal-adaptadas.

Na imagem observa-se uma banda com tubo soldado e um segundo acessório também soldado pelo outro lado (neste caso pela face lingual do dente).

Muitos ortodontistas preferem trabalhar sempre com bandas pela segurança que elas oferecem quanto ao descolamento das peças que pode trazer transtornos para o paciente e atrasar o tratamento.

Em algumas situações, contudo, é impossível abrir mão do uso das bandas.

Disjuntores palatinos, arcos transpalatinos, pendulum, botão de nance e outros aparelhos que se fixam internamente, precisam de bandas para serem usados.

Para visualizar como as bandas são usadas nos disjuntores palatinos veja este infográfico sobre expansão rápida de maxila.

Portanto, pode-se dizer que a escolha entre tubo colado ou bandado depende de preferência do ortodontista, das condições do caso e do tipo de aparelho que será usado.

Mas os molares devem ser incluídos na montagem do aparelho ortodôntico sempre que possível.