Respiração Bucal e o desenvolvimento das arcadas dentárias

Respiração bucal e respiração nasal.

A forma correta de se respirar é pelo nariz onde o ar é filtrado, aquecido e umedecido e se torna muito mais saudável (mais ou menos como beber água filtrada).

Quando uma criança apresenta algum tipo de obstrução nasal provocada por quadros alérgicos, desvio de septo nasal ou hipertrofia de adenóides e amígdalas, pode desenvolver o hábito de respirar pela boca. E mesmo depois de removidas as causas, a respiração bucal pode continuar presente.

Aqui vale indicar a leitura do post sobre amamentação e o desenvolvimento facial das crianças.

A respiração bucal é considerada uma síndrome por que os portadores costumam apresentar várias características em comum como as listadas abaixo:

  • Lábios abertos (ausência de vedamento labial passivo);
  • Língua baixa e posicionada entre os dentes (interposição lingual);
  • Baba e ronco durante o sono – sono agitado;
  • Lábios ressecados;
  • Falta de apetite;
  • Narinas estreitas;
  • Olheiras arroxeadas,
  • Gengivas inflamadas;
  • Postura da cabeça inclinada para frente;
Nem sempre todas as características estarão presentes, mas os pais devem estar atentos para identificar a respiração bucal nos seus filhos se ela existir.

A respiração bucal interfere diretamente no crescimento facial da criança pois altera o funcionamento dos músculos da face podendo levar à compressão maxilar que é o estreitamento ósseo da arcada superior com aprofundamento do palato.

A compressão maxilar por sua vez, pode levar à mordidas abertas, mordidas cuzadas e Classe II por travamento da mandíbula entre outras maloclusões.

Este infográfico mostra como o a respiração bucal e a compressão maxilar estão relacionadas, suas consequências e como identificar o problema.

É importante que os pais observem seus filhos e busquem orientação do ortodontista se identificarem este tipo de respiração.

Espero que gostem deste material que foi feito com o máximo de capricho para vocês.

Abraços,

Dr. Andre Moreira

 Respiração bucal infográfico

 

Tratamento ortodôntico com extração – quanto tempo para fechar os espaços?

Oi pessoal, hoje vamos falar de tratamento ortodôntico com extração de dentes para ganho de espaço.

Lá vamos nós para mais uma pergunta difícil de responder e que preocupa tanta gente:

“Quanto tempo vai levar para fechar os espaços do meu tratamento ortodôntico com extração?”

Como sempre, não existe uma única resposta para todo mundo e tudo vai depender da situação inicial do paciente além da capacidade técnica do profissional.

Neste post vamos falar sobre tratamento ortodôntico com extração de pré-molares que são os casos mais comuns em ortodontia (vou comentar extrações de incisivos inferiores em outro post). …Continue lendo…

Mordida Cruzada

A mordida cruzada é um dos problemas mais comuns em ortodontia e a sua correção deve ser feita o mais cedo possível para evitar que o desenvolvimento ósseo da face seja prejudicado.mordida cruzada

Neste post vamos mostrar com muitas imagens todos os tipos de mordida cruzada, suas causas e problemas relacionados à esta maloclusão.

Uma mordida cruzada ocorre quando um ou mais dentes da arcada superior fecham por dentro dos dentes da arcada inferior.

…Continue lendo…

Mordida Aberta

mordida aberta anteriorA mordida aberta se caracteriza pela falta de contato entre os dentes superiores e inferiores em um determinado segmento da arcada.

Vamos mostrar os diversos tipos de mordida aberta, explicar como ocorrem e como são tratadas.

Quando os dentes da frente não se tocam, temos uma mordida aberta anterior que é a mais comum. Mas, a mordida aberta também pode ser lateral que ocorre quando alguns dentes posteriores não têm contato entre si.

…Continue lendo…

classe I, classe II e classe III

Produzi este vídeo com imagens 3D para explicar esta classificação que sempre ouvimos quando vamos ao ortodontista. A classificação de Angle que usa os termos Classe I, Classe II e Classe III (assim mesmo em algarismos romanos).

Depois de assistir a este vídeo, eu recomendo este outro, também feito em 3D mostrando Como Funciona o Aparelho Ortodôntico que vocês também vão gostar.

 

Os Terríveis Triângulos Negros

Estou escrevendo este post baseado na pergunta da Catarina.

Bem, vamos direto ao ponto. Estes são os triângulos negros:

Quando os incisivos (superiores ou inferiores) têm o formato triangular estes espaços podem se formar mostrando o escuro do fundo da boca. (Isso também pode acontecer em outros dentes, mas é nos incisivos que o problema aparece mais)

Vocês podem ver que na primeira figura o triângulo negro é bem menor por que os dentes têm um formato menos triangular que os da segunda imagem.

Vejam que os dentes já estão se tocando, por isso não adianta tentar aproximá-los mais usando elásticos e fazendo força.

A papila gengival é esta ponta de gengiva que se projeta entre os dentes.

Quando a papila diminui de tamanho pela idade ou problemas gengivais, as ameias, ou seja, os triângulos aparecem.

Às vezes quando alinhamos os dentes com ortodontia estes espaços também podem surgir.

A solução pode ser lixar os dentes no ponto de contato (desgastes interproximais) e juntá-los com o aparelho fixo diminuindo os triângulos.

Algumas vezes o preenchimento com resina pode ser uma opção.

É importante lembrar que este é um problema apenas estético e não traz riscos à saúde dos dentes.

Amamentação e crescimento facial da criança

De todos os benefícios que conhecemos sobre a amamentação, existe um que costuma ser esquecido: A relação entre o aleitamento materno e o desenvolvimento facial.

A amamentação é o primeiro exercício da musculatura facial (lábios, língua e bochechas) do recém-nascido. E devemos lembrar que o trabalho muscular estimula o crescimento ósseo.

A amamentação estimula o desenvolvimento dos maxilares.

Durante a sucção o bebê é obrigado a :

  1. Manter os lábios firmemente colados ao seio materno para evitar o vazamento do leite, isso promove o fortalecimento da musculatura labial que vai ser responsável pelo vedamento labial passivo no futuro (dormir de boca fechada, por exemplo).
  2. Usar a língua para deglutir estimulando o crescimento transversal (largura) do maxilar superior e a maturação da musculatura lingual (evitando problemas na fala e deglutição).
  3. Levar a mandíbula (arcada inferior) para frente e para trás repetidamente para “ordenhar” o seio materno estimulando o crescimento ântero-posterior da mandíbula (ou seja, o queixo da criança cresce para frente).

E ainda precisa respirar pelo nariz ao mesmo tempo. Isso estimula o desenvolvimento das fossas nasais e seios maxilares garantindo uma passagem mais ampla para o ar no futuro.

Um bom desenvolvimento das vias respiratórias afasta a chance da criança se tornar uma respiradora bucal.

Por isso, crianças amamentadas têm menos chances de ter atresia da maxila (arcada superior estreita), mordida aberta, travamento mandibular (queixo pequeno) e apinhamentos (falta de espaço para os dentes), entre muitos outros problemas.

Este tema é muito extenso e merece uma atenção especial por parte dos pais.

É preciso que fique claro que muitos dos problemas de desenvolvimento facial das crianças podem ser evitados com o aleitamento materno.

Mães com dificuldades de amamentar podem procurar ajuda com profissionais de fonoaudiologia para evitar a interrupção deste estímulo ao desenvolvimento da face do recém nascido.

Se a amamentação não foi possível ou foi feita por um período muito curto, é importante se informar sobre a idade ideal para iniciar o tratamento ortodôntico da criança e desta forma, impedir que problemas importantes se instalem durante o desenvolvimento facial.

Dificuldade em manter o diastema central fechado

Esta postagem é para responder a pergunta do Renan que está reproduzida abaixo:

Usei aparelhos duas vezes, acabo de tirar e vou colcolar o móvel.mas o problema é que pela segunda vez, assim que eu tirei o aparelhos meus dentes da frente estam ficando separados novamente, como era antes, de eu usar aparelho, eu acho que pode ser problema na gengiva, ou na membrana vertical que tens entre o lábio e a gengiva está inserida um pouco abaixo do normal e por isso os dentes estão afastados. Quais problemas que existem nesse caso , o que Sr. me indica, qual a cirurgia correta que posso esta fazendo?
Desde já agradeço

O perigo das bandas mal-adaptadas

Se você usa aparelho, é provável que tenha bandas (anéis metálicos) nos molares.

As bandas são usadas para evitar descolamentos repetidos dos tubos dos molares e funcionam muito bem quando estão bem adaptadas à anatomia do dente.

Mas se não houver esta adaptação em que a banda fica bem justa no dente, você pode ter problemas durante o tratamento.

Como isso pode acontecer?

O problema está na cimentação da banda.

Quando há uma adaptação perfeita, a quantidade de cimento que fica entre o dente e a banda é mínima formando uma linha de cimento finíssima.

Isso protege o cimento do contato direto com a saliva.

Mas se houver um espaço grande entre o dente e a banda devido à uma má adaptação desta, será necessária uma grande quantidade de cimento para compensar esta diferença.

A linha de cimento, ou seja, a parte do cimento que vai ficar em contato com a saliva, fica muito grossa e começa a sofrer ação das enzimas salivares se dissolvendo lentamente.

Assim se cria um espaço sem cimento entre o dente e a banda. Neste momento você pode sentir que a banda não está completamente presa ao dente e apresenta certa mobilidade (normalmente subindo e descendo).

Durante a mastigação, este espaço é preenchido por resíduos alimentares que dificilmente serão removidos com a escovação dos dentes e do aparelho.

E então pode haver gosto desagradável na boca, mau hálito, sangramento gengival no local, inflamação da gengiva em torno da banda, penetração da banda no sulco gengival e até mesmo problemas mais graves como abcessos periodontais e cáries extensas.

Por isso você deve sempre estar atento às bandas do seu aparelho e em caso de mobilidade ou qualquer alteração nos tecidos adjacentes, converse com o seu ortodontista para evitar complicações desnecessárias.

Lembre-se que a prevenção garante um tratamento mais tranquilo.

Para entender um pouco mais sobre o assunto veja o artigo sobre o funcionamento do aparelho sem bandas ortodônticas.