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Disjuntores Palatinos

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A disjunção palatina é utilizada na ortodontia para aumentar a largura da maxila (arcada superior), o que pode ser muito útil na correção de mordidas cruzadas e na obtenção de espaço.

Como este recurso é muito utilizado pelos ortodontistas, eu sempre recebo perguntas relacionadas a estes aparelhos.

Os disjuntores são aparelhos que se fixam aos primeiros molares e aos primeiros pré-molares através de bandas e possuem um parafuso expansor que ao ser ativado produz uma força de expansão da arcada.

Na imagem vocês podem ver um disjuntor do tipo Hirax. Existem outros aparelhos como o Haas e o Mc Namara que são parecidos e funcionam praticamente da mesma maneira.

Disjuntor palatino Hirax

Disjuntor palatino Hirax

Na Disjunção a arcada superior (maxila) sofre uma ruptura da sutura palatina mediana. É como se o palato (o céu da boca) fosse cortado ao meio e as duas metades separadas.

Como resultado temos o aumento da largura da arcada e o aparecimento de um diastema central (os incisivos centrais se separam).

Disjuntor Palatino Haas

Disjuntor Palatino Haas

Apesar de ser possível fazer disjunção palatina em adultos, quanto mais precoce for o tratamento, maiores as chances de sucesso.

Quando a disjunção não acontece, a força do aparelho pode trazer alguns problemas para os dentes como retrações gengivais.

Para reduzir o risco de problemas como este, o ortodontista precisa saber a idade esquelética do paciente. O que é feito através de uma radiografia do punho.

Disjuntor tipo Mc Namara

Disjuntor tipo Mc Namara

O tratamento costuma ser feito com ativações diárias do parafuso por um período de uma a duas semanas. Depois o aparelho deve ser mantido na boca sem ser ativado por três a quatro meses. Mas isso pode variar dependendo do caso.

É importante que o paciente tenha uma higiene cuidadosa. Principalmente quando o aparelho tem uma parte de resina em contato com a mucosa do palato.

Pode ser usada uma seringa plástica sem agulha para injetar água entre o aparelho e a mucosa e assim remover os resíduos de alimentos.

Além disso, uma boa escovação, fio dental e bochechos com atissépticos bucais.

Espero que esta informação seja útil para vocês.

Até o próximo post!

Dr. Andre Moreira

classe I, classe II e classe III

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Produzi este vídeo com imagens 3D para explicar esta classificação que sempre ouvimos quando vamos ao ortodontista. A classificação de Angle.

Aceito sugestões para o próximo vídeo.

Os Terríveis Triângulos Negros

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Estou escrevendo este post baseado na pergunta da Catarina.

Bem, vamos direto ao ponto. Estes são os triângulos negros:

Quando os incisivos (superiores ou inferiores) têm o formato triangular estes espaços podem se formar mostrando o escuro do fundo da boca. (Isso também pode acontecer em outros dentes, mas é nos incisivos que o problema aparece mais)

Vocês podem ver que na primeira figura o triângulo negro é bem menor por que os dentes têm um formato menos triangular que os da segunda imagem.

Vejam que os dentes já estão se tocando, por isso não adianta tentar aproximá-los mais usando elásticos e fazendo força.

A papila gengival é esta ponta de gengiva que se projeta entre os dentes.

Quando a papila diminui de tamanho pela idade ou problemas gengivais, as ameias, ou seja, os triângulos aparecem.

Às vezes quando alinhamos os dentes com ortodontia estes espaços também podem surgir.

A solução pode ser lixar os dentes no ponto de contato (desgastes interproximais) e juntá-los com o aparelho fixo diminuindo os triângulos.

Algumas vezes o preenchimento com resina pode ser uma opção.

É importante lembrar que este é um problema apenas estético e não traz riscos à saúde dos dentes.

Amamentação e crescimento facial da criança

quinta-feira, 29 de julho de 2010

De todos os benefícios que conhecemos sobre a amamentação, existe um que costuma ser esquecido: O desenvolvimento facial.

A amamentação é o primeiro exercício da musculatura facial (lábios, língua e bochechas) do recém-nascido. E devemos lembrar que o trabalho muscular estimula o crescimento ósseo.

Durante a sucção o bebê é obrigado a :

  1. Manter os lábios firmemente colados ao seio materno para evitar o vazamento do leite, isso promove o fortalecimento da musculatura labial que vai ser responsável pelo vedamento labial passivo no futuro (dormir de boca fechada, por exemplo).
  2. Usar a língua para deglutir estimulando o crescimento transversal (largura) do maxilar superior e a maturação da musculatura lingual (evitando problemas na fala e deglutição).
  3. Levar a mandíbula (arcada inferior) para frente e para trás repetidamente para “ordenhar” o seio materno estimulando o crescimento ântero-posterior da mandíbula (ou seja, o queixo da criança cresce para frente).

E ainda precisa respirar pelo nariz ao mesmo tempo. Isso estimula o desenvolvimento das fossas nasais e seios maxilares garantindo uma passagem mais ampla para o ar no futuro.

Um bom desenvolvimento das vias respiratórias afasta a chance da criança se tornar uma respiradora bucal.

Por isso, crianças amamentadas têm menos chances de ter atresia da maxila (arcada superior estreita), travamento mandibular (queixo pequeno) e apinhamentos (falta de espaço para os dentes), entre muitos outros problemas.

Este tema é muito extenso e não tenho a pretensão de esgotá-lo aqui.

Mas o que importa é que muitos dos problemas de desenvolvimento facial das crianças podem ser evitados com a amamentação.

Recomendo que todos os interessados procurem mais informações sobre o assunto. Os profissionais de fonoaudiologia são um bom começo.

Dificuldade em manter o diastema central fechado

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Esta postagem é para responder a pergunta do Renan que está reproduzida abaixo:

Usei aparelhos duas vezes, acabo de tirar e vou colcolar o móvel.mas o problema é que pela segunda vez, assim que eu tirei o aparelhos meus dentes da frente estam ficando separados novamente, como era antes, de eu usar aparelho, eu acho que pode ser problema na gengiva, ou na membrana vertical que tens entre o lábio e a gengiva está inserida um pouco abaixo do normal e por isso os dentes estão afastados. Quais problemas que existem nesse caso , o que Sr. me indica, qual a cirurgia correta que posso esta fazendo?
Desde já agradeço

Primeira Postagem em vídeo

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Iniciando hoje uma nova fase do blog com postagens em vídeo, espero que vocês gostem.

O perigo das bandas mal-adaptadas

terça-feira, 29 de junho de 2010

Se você usa aparelho, é provável que tenha bandas (anéis metálicos) nos molares.

As bandas são usadas para evitar descolamentos repetidos dos tubos dos molares e funcionam muito bem quando estão bem adaptadas à anatomia do dente.

Mas se não houver esta adaptação em que a banda fica bem justa no dente, você pode ter problemas durante o tratamento.

Como isso pode acontecer?

O problema está na cimentação da banda.

Quando há uma adaptação perfeita, a quantidade de cimento que fica entre o dente e a banda é mínima formando uma linha de cimento finíssima.

Isso protege o cimento do contato direto com a saliva.

Mas se houver um espaço grande entre o dente e a banda devido à uma má adaptação desta, será necessária uma grande quantidade de cimento para compensar esta diferença.

A linha de cimento, ou seja, a parte do cimento que vai ficar em contato com a saliva, fica muito grossa e começa a sofrer ação das enzimas salivares se dissolvendo lentamente.

Assim se cria um espaço sem cimento entre o dente e a banda. Neste momento você pode sentir que a banda não está completamente presa ao dente e apresenta certa mobilidade (normalmente subindo e descendo).

Durante a mastigação, este espaço é preenchido por resíduos alimentares que dificilmente serão removidos com a escovação.

E então pode haver gosto desagradável na boca, mau hálito, sangramento gengival no local, inflamação da gengiva em torno da banda, penetração da banda no sulco gengival e até mesmo problemas mais graves como abcessos periodontais e cáries extensas.

Por isso você deve sempre estar atento às bandas do seu aparelho e em caso de mobilidade ou qualquer alteração nos tecidos adjacentes, converse com o seu ortodontista para evitar complicações desnecessárias.

Lembre-se que a prevenção garante um tratamento mais tranquilo.

Ortodontista.net agora no Twitter

terça-feira, 15 de junho de 2010

http://twitter.com/ortodontistanet

É isso. Acabei de reativar meu twitter que estava abandonado e desta vez será para valer.

A partir de agora vou avisar sobre as novas postagens através do Twitter e espero que vocês me sigam.

Eu realmente gostaria de ouvir idéias sobre outras maneiras de usar o Twitter para fazer o blog alcançar mais pessoas interessadas nos assuntos que abordamos aqui. Qualquer dica ou sugestão que vocês tenham será muito útil e eu agradeço antecipadamente.

Obrigado a todos por estarem aqui.

http://twitter.com/ortodontistanet

Por que você não deve faltar às consultas

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Eventualmente acontece de um cliente deixar de comparecer às consultas do tratamento ortodôntico.

Os motivos para isso acontecer variam: Algumas vezes o cliente pode achar que o ortodontista está só trocando as borrachinhas e que não há mal em sumir por alguns meses.

Existe também a situação em que o cliente passa por problemas financeiros e na impossibilidade de pagar deixa de ir ao consultório.

Outras vezes pode ser a falta de motivação para continuar o tratamento. Ou por que o resultado está demorando, ou por que não está ficando bom.

Independente do motivo, nunca vale a pena desaparecer, abandonar o tratamento. Mesmo que seja por apenas alguns meses.

Se o problema for de ordem financeira o ideal é conversar abertamente com o ortodontista e pedir um prazo para normalizar a situação. Se você já está no tratamento a algum tempo e sempre pagou em dia, dificilmente o ortodontista vai se negar a negociar.

Mas se o problema financeiro não tiver prazo para acabar o melhor é pedir para o seu ortodontista remover o aparelho e voltar a tratar quando a situação estiver melhor. Mas nunca fique com aparelho e sem ortodontista, é arriscado demais.

Se você estiver achando que seu ortodontista só fica trocando as borrachinhas sem fazer mais nada no aparelho, questione.

Como eu sempre recomendo, você deve conversar e perguntar educadamente tudo o que precisa para se sentir seguro no tratamento. Desaparecer por que o dentista está “enrolando” não é uma opção. Ou você faz o tratamento ou remove o aparelho, mas não empurre o problema para frente.

Também é importante lembrar que o tratamento costuma começar apresentando resultados expressivos em pouco tempo, mas depois é normal o ritmo diminuir e dar a sensação de que nada está acontecendo.

Na verdade, nestes momentos as raízes dos dentes estão desinclinando, o osso está se remodelando e o resultado se consolidando. E tudo isso precisa ser monitorado pelo profissional para que o tratamento possa ser finalizado dentro dos padrões de qualidade necessários.

Mais uma vez precisamos abordar a questão da confiança no profissional. Você tem o direito de saber o que acontece em cada fase do tratamento. Então mostre que confia no seu ortodontista e pergunte a ele.

Questione, argumente, negocie, mas não abandone seu tratamento ortodôntico. Seu sorriso agradece.

Como escolher seu ortodontista?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Olá,

Esta é uma pergunta que pode ser difícil de responder, por isso elaborei um guia para aqueles que estão totalmente perdidos na tarefa de escolher o profissional certo para tratar seus dentes.

Dez dicas para escolher seu ortodontista:



Dica nº 1: Procure saber se o profissional é registrado no CRO (Conselho Regional de Odontologia) do estado. Isso pode ser feito pelo nome, pelo número do CRO do dentista ou pela especialidade diretamente no site do Conselho. Este cuidado vai ao menos garantir que o profissional escolhido fez um curso de especialização aprovado pelo CRO. Dentistas que não são especialistas são autorizados a executar tratamentos ortodônticos, mas você tem o direito de saber detalhes sobre a formação do profissional.

Dica nº 2: Converse bastante com o ortodontista antes de iniciar o tratamento. Certifique-se que ele está sempre disponível para tirar suas dúvidas por que certamente elas surgirão. Se o profissional responde com clareza as suas dúvidas na primeira consulta já é um bom começo.

Dica nº3: Verifique se ele é acessível pelo celular em caso de emergências. Eventualmente você pode ter contratempos como brackets soltos que podem incomodar e até mesmo machucar. Nestas horas é fundamental encontrar seu ortodontista com facilidade.

Dica nº4: Questione sobre prazos e se estes são, de alguma forma garantidos. Isso evita que você fique pagando por um tratamento além do que havia se planejado.

Dica nº5: Tente saber se o profissional tem planos para mudar de clínica em breve, assim você evita ter que trocar de ortodontista no meio do tratamento.

Dica nº6: Informe-se também se o atendimento será sempre realizado pelo mesmo profissional ou se você será atendido por uma equipe. Isso não é necessariamente um problema, mas é importante e você tem o direito de saber antes de decidir.

Dica nº7: Informe-se sobre todos os detalhes financeiros. O aparelho de contenção será cobrado no final? Brackets perdidos devem ser pagos pelo cliente? As mensalidades serão reajustadas? Isso evita aborrecimentos futuros.

Dica nº8: Não procure apenas pelos tratamentos mais baratos. Lembre-se que o profissional precisa investir em cursos, livros e congressos para se atualizar. Tente sempre unir a confiabilidade a uma boa proposta financeira.

Dica nº9: Clínicas onde o volume de clientes é muito grande e o atendimento é realizado muito rapidamente precisam ser extremamente organizadas para que não se comprometa a qualidade do atendimento. Observe estes detalhes atentamente.

Dica nº10: Pergunte, pergunte e pergunte. É seu direito ter dúvidas e dever do ortodontista responder de maneira clara e objetiva até que o cliente se sinta seguro para prosseguir.

Espero que vocês possam usar estas informações para encontrar um ortodontista dedicado e comprometido com os resultados. Existem ótimos profissionais em todas as cidades brasileiras, é só procurar da maneira certa.