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O perigo das bandas mal-adaptadas

terça-feira, 29 de junho de 2010

Se você usa aparelho, é provável que tenha bandas (anéis metálicos) nos molares.

As bandas são usadas para evitar descolamentos repetidos dos tubos dos molares e funcionam muito bem quando estão bem adaptadas à anatomia do dente.

Mas se não houver esta adaptação em que a banda fica bem justa no dente, você pode ter problemas durante o tratamento.

Como isso pode acontecer?

O problema está na cimentação da banda.

Quando há uma adaptação perfeita, a quantidade de cimento que fica entre o dente e a banda é mínima formando uma linha de cimento finíssima.

Isso protege o cimento do contato direto com a saliva.

Mas se houver um espaço grande entre o dente e a banda devido à uma má adaptação desta, será necessária uma grande quantidade de cimento para compensar esta diferença.

A linha de cimento, ou seja, a parte do cimento que vai ficar em contato com a saliva, fica muito grossa e começa a sofrer ação das enzimas salivares se dissolvendo lentamente.

Assim se cria um espaço sem cimento entre o dente e a banda. Neste momento você pode sentir que a banda não está completamente presa ao dente e apresenta certa mobilidade (normalmente subindo e descendo).

Durante a mastigação, este espaço é preenchido por resíduos alimentares que dificilmente serão removidos com a escovação.

E então pode haver gosto desagradável na boca, mau hálito, sangramento gengival no local, inflamação da gengiva em torno da banda, penetração da banda no sulco gengival e até mesmo problemas mais graves como abcessos periodontais e cáries extensas.

Por isso você deve sempre estar atento às bandas do seu aparelho e em caso de mobilidade ou qualquer alteração nos tecidos adjacentes, converse com o seu ortodontista para evitar complicações desnecessárias.

Lembre-se que a prevenção garante um tratamento mais tranquilo.

Bandas (ou anéis), usar ou não?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Esta é uma pergunta frequente tanto no blog quanto nos e-mails que recebo diariamente:

Deve-se usar bandas (aqueles anéis metálicos) nos molares sempre?

Em primeiro lugar devemos esclarecer que com ou sem bandas, os molares precisam ser incluídos no aparelho e a peça usada nestes dentes é o Tubo.

O tubo pode ser preso ao dente por colagem direta ou soldado em uma banda que depois será cimentada no dente.

A colagem é mais simples e rápida além de favorecer a higienização.

Por outro lado, há uma maior chance de descolamento do tubo durante a mastigação.

Como as técnicas de colagem e os materiais evoluíram muito, vários ortodontistas optam por colar os tubos diretamente hoje em dia.

Acima, a imagem de um tubo para colagem mostrando a face interna que recebe a resina usada para fixar o acessório ao dente.

Uma banda confeccionada dentro dos padrões confere maior resistência ao tubo sendo muito difícil a peça se soltar. Mas se não estiver bem adaptada e cimentada pode permitir a entrada de resíduos alimentares entre a banda e o dente produzindo um odor desagradável e até mesmo cáries extensas.

Bandas que apresentam mobilidade provavelmenet estão soltas, ou seja, o cimento que existia entre o metal e o dente se dissolveu e os resíduos estão entrando neste espaço. Esta situação deve ser resolvida o quanto antes.

Na imagem observa-se uma banda com tubo soldado e um segundo acessório também soldado pelo outro lado (neste caso pela face lingual do dente).

Muitos ortodontistas preferem trabalhar sempre com bandas pela segurança que elas oferecem quanto ao descolamento das peças que pode trazer transtornos para o paciente e atrasar o tratamento.

Em algumas situações, contudo, é impossível abrir mão do uso das bandas.

Disjuntores palatinos, arcos transpalatinos, pendulum, botão de nance e outros aparelhos que se fixam internamente, precisam de bandas para serem usados.

Portanto, pode-se dizer que a escolha entre tubo colado ou bandado depende de preferência do ortodontista, das condições do caso e do tipo de aparelho que será usado.

Mas os molares devem ser incluídos na montagem do aparelho ortodôntico sempre que possível.